A espondilite anquilosante consiste em uma entesopatia inflamatória crônica e sistêmica que afeta predominantemente o esqueleto axial, estando intimamente associada ao antígeno de histocompatibilidade HLA-B27. Clinicamente, manifesta-se por dor lombar de início insidioso e padrão tipicamente inflamatório, caracterizada por piora com o repouso prolongado, melhora com a atividade física e dor que frequentemente acorda o paciente na segunda metade da noite, acompanhada de rigidez matinal persistente. Ao longo do tempo, a inflamação crônica leva à fusão das articulações e à limitação progressiva da mobilidade da coluna vertebral, evidenciada no exame físico pelo teste de Schober positivo, além de redução da expansibilidade torácica.
Deve-se realizar a radiografia das articulações sacroilíacas e da coluna vertebral para a confirmação diagnóstica e avaliação de dano estrutural. O achado radiográfico cardinal é a sacroileíte bilateral e simétrica, caracterizada por erosões e esclerose subcondral, que evolui tardiamente na coluna com a formação de sindesmófitos (pontes ósseas entre as vértebras) e calcificação de ligamentos, conferindo o aspecto clássico de “coluna de bambu”. Em fases muito iniciais, quando o raio-X ainda é normal, a ressonância magnética das sacroilíacas pode ser solicitada para identificar o edema ósseo inflamatório ativo.
