A esporotricose é uma micose causada por fungos presentes no solo e em vegetais contaminados, transmitida principalmente por ferimentos durante o manuseio desses materiais ou pelo contato com gatos infectados. As manifestações clínicas podem variar: a forma cutânea fixa causa lesões no local do contato; a linfocutânea se espalha pelos vasos linfáticos formando nódulos; algumas formas raras envolvem lesões disseminadas com exsudato ou comprometimento ósseo e articular.
O diagnóstico é feito por exame direto de biópsias, identificando leveduras intracelulares, e por cultura em Ágar Sabouraud ou Mycosel, que permite diferenciar a espécie do fungo. O tratamento é realizado, na maioria dos casos, com itraconazol, podendo ser associado à anfotericina B em situações graves ou em pacientes imunossuprimidos. A prevenção envolve o uso de luvas no contato com solo e plantas, tratamento de animais doentes e ações de educação sanitária para evitar a transmissão entre humanos, animais e o ambiente.
