A osteoartrite consiste em uma artropatia crônica de caráter essencialmente degenerativo e mecânico, associada a fatores como idade, obesidade e estresse físico. Sua fisiopatologia envolve o estresse mecânico e osmótico sobre os condrócitos, desencadeando a degradação e a perda progressiva da matriz cartilaginosa (com desprendimento da rede de colágeno e expansão de proteoglicanos hidrofílicos). Apresenta-se clinicamente com dor articular de caráter mecânico (que piora ao longo do dia com o uso da articulação e alivia com o repouso) , crepitação óssea à movimentação e rigidez articular matinal de curta duração (fugaz, tipicamente inferior a 30 minutos). Nas mãos, é típica a presença de nódulos de Heberden (nas articulações interfalangeanas distais) e de Bouchard (nas interfalangeanas proximais).
Deve-se realizar radiografia simples das articulações acometidas para confirmar as alterações estruturais clássicas: observa-se redução assimétrica do espaço articular, esclerose do osso subcondral, presença de osteófitos marginais e cistos subcondrais. Diferente de artrites autoimunes, a osteoartrite cursa tipicamente com provas de atividade inflamatória sistêmica (como VHS e PCR) e marcadores sorológicos normais.
