O LES consiste em uma doença inflamatória crônica, multissistêmica e autoimune, que afeta predominantemente mulheres jovens. Sua patogênese envolve a produção de uma vasta gama de autoanticorpos direcionados contra antígenos nucleares. Clinicamente, caracteriza-se por surtos de atividade inflamatória que geram febre, fadiga, alopecia, úlceras orais recorrentes e indolores, poliartralgia ou poliartrite inflamatória simétrica e não erosiva, além de fotossensibilidade.
Uma de suas manifestações dermatológicas mais clássicas é o eritema malar (lesão eritematosa em “asa de borboleta” nas bochechas e no dorso do nariz, que caracteristicamente poupa o sulco nasolabial). Deve-se realizar a pesquisa de FAN (Fator Antinucleador) por imunofluorescência indireta em células HEp-2 como teste de triagem altamente sensível: títulos elevados e padrões de fluorescência específicos orientam a suspeita clínica. Para confirmar a atividade da doença (especialmente o acometimento renal/nefrite lúpica), realiza-se a monitorização com a dosagem de anticorpos Anti-DNA de dupla hélice (nativo) — que oscila em paralelo à atividade clínica — e a pesquisa de consumo das frações C3, C4 e CH50 do sistema complemento.
