O choque distributivo consiste numa distribuição anormal do fluxo sanguíneo para o organismo. Pode ser causado por uma sepse (choque séptico), por uma anafilaxia (reação alérgica que pode provocar o choque anafilático), por uma lesão de medula espinhal (SNA não consegue controlar o tônus dos vasos sanguíneos e a FC, causando choque neurogênico), uso de vasodilatadores periféricos (como o nitrato) e de drogas bloqueadoras do SNA.
Inicialmente, o choque distributivo cursa com vasodilatação, aumento do débito cardíaco (menor pós-carga) e redução da resistência vascular periférica. No choque séptico, cursa também com febre. Quanto ao achados clínicos, observamos pele quente e úmida, taquicardia, palidez cutânea, oligúria, alteraço da consciência, baixa PA, alta FC, membros inferiores frios, difícil palpação de pulsos pediosos, enchimento capilar lentificado, sudoreico.
O tratamento envolve reposição volêmica com cristaloides (geralmente deve-se repor cerca de três vezes a quantidade perdida de sangue), noradrenalina, dobutamina e antibiótico (no caso do séptico).
