A histoplasmose é causada por fungos que se desenvolvem em solos ricos em compostos nitrogenados, como fezes de morcegos, comuns em cavernas. A infecção ocorre principalmente pela inalação de conídios presentes no ar, que, ao chegarem aos pulmões, transformam-se em leveduras devido à temperatura corporal. A doença pode permanecer restrita ao sistema respiratório ou se disseminar pela corrente sanguínea, atingindo órgãos internos. As manifestações clínicas variam conforme a quantidade de fungos inalados e a imunidade do hospedeiro, podendo ser assintomática, aguda (com febre, dores musculares, tosse e falta de ar), crônica (com sintomas persistentes) ou progressiva em indivíduos imunocomprometidos.
O diagnóstico é feito por análise de escarro, biópsias ou aspiração de lesões, onde são visualizadas leveduras intracelulares em macrófagos. A confirmação também pode ser feita por cultura, mostrando a forma filamentosa do fungo, ou por testes de antígeno via ELISA em amostras de urina. O tratamento varia de acordo com a gravidade: casos leves ou agudos podem melhorar espontaneamente ou com itraconazol, enquanto formas crônicas exigem tratamento prolongado, e casos disseminados requerem anfotericina B.
