A anemia ferropriva é uma anemia microcítica e hipoproliferativa causada pela depleção dos estoques corporais de ferro. No público jovem, as perdas sanguíneas menstruais frequentes representam uma etiologia comum. Seus sintomas decorrem da hipóxia tecidual e da diminuição do aporte de oxigênio sistêmico, podendo se apresentar com palidez cutânea, fadiga e intolerância aos esforços.
O diagnóstico é confirmado pela redução dos níveis de ferritina sérica (marcador padrão do estoque férrico), acompanhada de diminuição do índice de saturação de transferrina (IST), baixo VCM, elevação do RDW (anisocitose) e baixa contagem de reticulócitos. O tratamento baseia-se prioritariamente na reposição de compostos de ferro por via oral ou intravenosa, reservando a transfusão de hemácias apenas para quadros de instabilidade hemodinâmica grave.
