Homens acima dos 60 anos e tabagistas ainda representam o perfil mais comum dos diagnosticados com câncer de pulmão. No entanto, um dado preocupante tem chamado a atenção: o aumento de casos de adenocarcinoma – o tipo mais frequente da doença – entre não fumantes, especialmente mulheres. Segundo um estudo publicado na The Lancet Respiratory Medicine, liderado pela IARC/OMS, há forte relação entre esse tipo de câncer e a poluição do ar, com mais de 80 mil novos casos anuais atribuídos à exposição a material particulado.
Apesar disso, o tabagismo segue como o principal fator de risco, sendo responsável por cerca de 85% dos casos. Cigarro tradicional, eletrônico, narguilé e até a exposição passiva à fumaça continuam ameaçando a saúde da população. Outros fatores como sedentarismo, álcool, exposição a inalantes tóxicos e predisposição genética também contribuem.
Durante a campanha Agosto Branco, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Os sintomas iniciais – como tosse persistente, falta de ar, dor no peito e perda de peso – muitas vezes passam despercebidos, dificultando o tratamento eficaz.
O diagnóstico combina exames clínicos, de imagem, broncoscopia, biópsias e testes moleculares. Já o tratamento pode incluir cirurgia (como a lobectomia ou segmentectomia), além de abordagens modernas como cirurgia robótica, imunoterapia, terapias-alvo e técnicas avançadas de radioterapia.
O câncer de pulmão é, em grande parte, evitável. Parar de fumar e adotar medidas que reduzam a poluição são passos fundamentais para frear sua incidência e salvar vidas.
Medicina SA
