O pulso jugular é reflexo da função e da anatomia das cavidades direitas do coração. Devido à sua anatomia, por ter trajeto retilíneo em direção ao átrio direito (AD), a veia jugular interna direita deve ser a veia a ser avaliada. Apesar de se destacar a análise da veia jugular externa em busca de turgência, a observação da jugular interna, mesmo para avaliação da pressão venosa central, deve ser utilizada. O primeiro passo é termos certeza de que a pulsação vista é realmente de origem venosa, e não arterial:
O pulso jugular interno é mais visível que palpável, possui duas ondas ascendentes e é móvel. A elevação da cabeceira do leito aumenta o tamanho da coluna líquida (sangue) sobre o pulso, fazendo com que ele se mova em direção à base do pescoço. O contrário também é verdadeiro, pois o rebaixamento da cabeceira reduz o tamanho da coluna líquida, trazendo o pulso venoso para mais perto do ângulo da mandíbula. A manobra de Rivero Carvallo (respiração profunda) expande a caixa torácica, elevando o retorno venoso. Portanto, o pulso segue esse aumento, deslocando-se para mais perto do coração, ou seja, rumo à base do pescoço.
