As bulhas acessórias ocorrem ambas na diástole, porém em momentos diferentes. Elas são ruído de baixa frequência, logo são melhor audíveis com a campânula do estetoscópio.
A terceira bulha (B3) ocorre no início da diástole, na fase de enchimento rápido. Em situações em que há falência ventricular, observamos aumento do volume diastólico final. Quando se soma a este o volume correspondente à fase de enchimento rápido ventricular, surge a terceira bulha (B3), causada pelo impacto do excesso de sangue no ventrículo pouco complacente. Nota-se então que B3 é resultado de uma sobrecarga de volume.
É um ruído de baixa frequência e de curta duração audível nos focos mitral ou tricúspide (ápice do coração). A B3 pode ser tanto fisiológica quanto patológica. Alguns pacientes podem ter mesmo sem indicar sobrecarga de volume, como pacientes mais jovens e pacientes longilíneos. Mas também podem ser patológicos em pacientes que já possuem um grau de insuficiência ventricular esquerda, um grau de insuficiência cardíaca, já possuem congestão sistêmica, pacientes renais crônicos (que ainda estão hipervolêmicos) e pacientes cirróticos descompensados.
