Indivíduos portadores de doença de chagas crônica podem apresentar megacólon e magaesôfago, apresentando disfagia (dificuldade de deglutição), odinofagia (sensação de dor ao engolir alimentos, ou seja, a dor ao deglutir), dor epigástrica (dor na boca do estômago), desnutrição e risco aumentado para câncer. No megacólon, há distensão abdominal (barriga dilatada) e há obstrução intestinal por intensa inflamação e destruição das fibras musculares lisas, já que há comprometimento do peristaltismo.
A fisiopatologia da forma digestiva envolve:
- Destruição do plexo mioentérico pelo infiltrado inflamatório. O plexo mioentérico faz parte do SN entérico; ele é formado por uma cadeia de neurônios e células da glia interconectados, que coordenam principalmente as contrações no trato gastrointestinal. Situa-se entre as fibras longitudinais e circulares da camada muscular.
- Alteração da peristalse por perda dos movimentos involutários de certos órgãos, como esôfago e intestino. Assim, há estase do conteúdo do tubo digestivo, e assim o fluxo do conteúdo intestinal fica interrompido.
