
Young athletes stretching at the park.
Níveis elevados de atividade física podem reduzir significativamente as chances de depressão, mesmo entre pessoas geneticamente predispostas à doença, de acordo com um novo estudo de pesquisadores de Harvard.
A depressão é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Apesar de seu enorme ônus para a saúde, as estratégias para combater essa doença permanecem limitadas e o entendimento do público sobre fatores de proteção é incompleto.
Indivíduos que praticavam exercício tiveram menor probabilidade de serem diagnosticados com um novo episódio de depressão, mesmo diante do alto risco genético para a doença.
Os pesquisadores acompanharam 8000 pacientes que preencheram um questionário sobre seus hábitos de vida (incluindo atividade física) quando se inscreveram no biobanco. Em seguida, foram extraídos milhões de dados de registros eletrônicos de saúde nos dois anos seguintes, e as pessoas que receberam diagnóstico de depressão foram identificadas. Além disso, também calcularam as pontuações de risco genético para cada participante, combinando informações de todo o genoma em uma única pontuação que refletiu o risco herdado de depressão de cada indivíduo. .
Eles descobriram que as pessoas com maior risco genético eram mais propensas a serem diagnosticadas com depressão nos próximos dois anos. Porém, as pessoas que eram mais ativas fisicamente foram menos propensas a desenvolver a doença. Além disso, indivíduos com níveis mais altos de atividade física não desenvolveram a doença, mesmo com as maiores pontuações de risco genético para depressão.
Essa descoberta sugere fortemente que, quando se trata de depressão, os genes não são o destino e que ser fisicamente ativo tem o potencial de neutralizar o risco adicional de futuros episódios em indivíduos geneticamente vulneráveis.
Fonte: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/da.22967